Textos reflexivos, informações relevantes e angústias sobre a educação no contexto atual.
segunda-feira, 28 de março de 2011
BULLYING - Qual o papel da escola?
Esse é o assunto do momento. Escolas, pais e educadores estão atentos a qualquer sinal de bullying. Depois do video do garoto australiano Casey Heynes que era constantemente agredido na escola,cair nas redes sociais, todos se perguntam o que deve ser feito para punir as crianças e adolesccentes que sem dó nem piedade agridam o outro. Que tipo de adultos teremos?
Todos já viram ou conhecem algum caso de bullying na escola. Todas as gerações já passaram por isso. Eu sinceramente acho que as crianças tem um excesso de liberdade que foge do controle de pais e educadores mas esse tema é complexo demais para ser tratado nesse post. A Revista Nova Escola fez um matéria bem interessante comentando o caso Heynes.
Pelos comentários publicados na internet sobre o vídeo e pela própria maneira como as reportagens foram editadas, percebe-se que quase ninguém questionou o papel de professores e gestores da escola australiana. As especialistas da Unicamp explicam que, por ser um problema que ocorre entre os alunos, o bullying pode mesmo demorar para ser detectado. "Em muitos casos, quando pais e professores ficam sabendo, a criança já sofre há pelo menos dois anos", comenta Adriana Ramos.
Essa dificuldade, no entanto, não deve ser usada como desculpa para a escola se eximir de responsabilidade. No caso australiano, há fortes indícios de que professores e gestores foram omissos. "Não é possível que ninguém viu o menino passar por tanta humilhação", comenta Luciene Tognetta. Tudo leva a crer que a escola não tomou as atitudes necessárias nem antes nem depois de o problema aparecer.
A reação da diretoria ao saber da briga reforça essa suspeita. Ao saber do ocorrido, a escola optou por suspender os dois alunos. Com isso, deixou de lado todas as características do bullying e passou a lidar com o problema como se fosse uma briga comum - sem dar importância para as razões que levaram Heynes ao ato de violência. "Ao suspender os dois, a escola não evidencia que, por trás da violência, está o bullying, nem dá a eles a chance de refletir sobre a questão", diz Adriana.
A materia completa no site da revista Nova Escola http://revistaescola.abril.com.br/crianca-e-adolescente/comportamento/caso-casey-heynes-bullying-omissao-escola-622917.shtml
Todos já viram ou conhecem algum caso de bullying na escola. Todas as gerações já passaram por isso. Eu sinceramente acho que as crianças tem um excesso de liberdade que foge do controle de pais e educadores mas esse tema é complexo demais para ser tratado nesse post. A Revista Nova Escola fez um matéria bem interessante comentando o caso Heynes.
Pelos comentários publicados na internet sobre o vídeo e pela própria maneira como as reportagens foram editadas, percebe-se que quase ninguém questionou o papel de professores e gestores da escola australiana. As especialistas da Unicamp explicam que, por ser um problema que ocorre entre os alunos, o bullying pode mesmo demorar para ser detectado. "Em muitos casos, quando pais e professores ficam sabendo, a criança já sofre há pelo menos dois anos", comenta Adriana Ramos.
Essa dificuldade, no entanto, não deve ser usada como desculpa para a escola se eximir de responsabilidade. No caso australiano, há fortes indícios de que professores e gestores foram omissos. "Não é possível que ninguém viu o menino passar por tanta humilhação", comenta Luciene Tognetta. Tudo leva a crer que a escola não tomou as atitudes necessárias nem antes nem depois de o problema aparecer.
A reação da diretoria ao saber da briga reforça essa suspeita. Ao saber do ocorrido, a escola optou por suspender os dois alunos. Com isso, deixou de lado todas as características do bullying e passou a lidar com o problema como se fosse uma briga comum - sem dar importância para as razões que levaram Heynes ao ato de violência. "Ao suspender os dois, a escola não evidencia que, por trás da violência, está o bullying, nem dá a eles a chance de refletir sobre a questão", diz Adriana.
A materia completa no site da revista Nova Escola http://revistaescola.abril.com.br/crianca-e-adolescente/comportamento/caso-casey-heynes-bullying-omissao-escola-622917.shtml
Pensamento educativo do dia
"Para ser original é necessário ter a coragem de ser um amador." - Wallace Stevens (Poeta norte-americano)
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Dica de leitura
Refletir acerca da prática educacional deveria ser um exercicio diário da profissão. Não se estagnar e querer sempre melhorar a qualidade de suas aulas e estar aberto a mudanças é alguns dos exemplos que diferenciam um professor . Ler, se informar, trocar informações, experiências e como eu sempre digo trocar frustrações! Ótima leitura!
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
O problema da educação é a escola.
Sempre que digo isso as pessoas se chocam. Na verdade eu também fico chocada com o que a educação tem se transformado nas últimas décadas. Escolas não educam, vendem shows. Não preparam o ser humano para ter caráter, preparam somente para o vestibular. Os pais, antes aliados por um bem em comum tornaram-se inimigos da instituição que reprova seu querido filho, criado com tanto amor, carinho e ausência. Falar de educação hoje em dia é falar da nova estrutura familiar e da nova escola como empresa rentável. Todos os dias me pergunto que tipo de cidadão estou tentando formar com minhas duas aulas semanais, afinal, inglês não reprova. E quem disse que eu dou aula só de inglês? Professores repensem suas práticas. Assunto complexo, eu sei. Dependemos de muita gente para que nosso resultado seja no minimo razoável. Ninguém quer ser inteligente, todos querem ser ricos. Escolas cobram mensalidades abusivas e pagam (quando pagam) salários indignos aos professores. Nenhuma novidade. Gostaria muito que todos os pais deixassem de tratar a escola como status. A mais cara nem sempre é a melhor. Fico muito preocupada com o excesso de atividades aos quais crianças muito pequenas são expostas. Mães e pais querem seus filhos alfabetizados com 5 anos, praticando esportes e frequentando aulas de inglês. Mais uma vez me pergunto: Que tipo de ser humano estamos formando? Pais suprem sua falta de tempo com presentes. A escola se enche de recursos tecnológicos para aumentar a mensalidade e o nivel intelectual está cada vez mais baixo. Já não está na hora de todos refletirmos com os rumos que a educação está seguindo?
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Crianças autistas se desenvolvem com a ajuda do esporte
Domingo de manhã, assistindo o Esporte Espetacular me emocionei ao ver o lindo trabalho desse professor de educação física do Rio de Janeiro com crianças autistas. Cada progresso, cada palavra nova pronunciada com o sorriso no rosto mostra que tudo pode mudar quando alguém cheio de coragem, amor e vontade simplesmente faz a diferença. E o depoimento dos pais com o brilho nos olhos ao falar do progresso de seus filhos? Para mim a educação de todas as formas vale a pena quando vemos o resultado tão positivo no final. Parabéns a esse professor por fazer a diferença na vida dessas familias.
Dica de leitura

Maria Lúcia de Arruda Aranha conta todo o percurso sócio histórico da educação de uma forma clara e com informações relevantes. Muitos capítulos levam o leitor a reflexão do atual cenário educacional e suas mudanças nas últimas décadas. Leitura praticamente obrigatória!
Assinar:
Postagens (Atom)

